Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil

Paciência esgota-se com o aguaceiro. Não se desertifica o coração da fé e da esperança do recomeço rápido e em grande estilo


A enchente de maio de 2024, no Rio Grande do Sul, afeiçoou-se tanto ao povo e a terra daquele estado que pretendeu morar lá, mas graças a Deus está indo embora, quem sabe para nunca voltar, a depender da prevenção que se levanta contra os estragos e sofrimento que provocou. Talvez se mude para as regiões áridas da África onde equilibraria o seco e o molhado atenuando a miséria que o sol causticante e a falta d’água provocam, coisas de Nosso Senhor no aprimoramento das condições de vida na terra.

As chuvas continuam de boas vindas em benefício da lavoura, aí contidas as plantações de arroz de que o Estado é, de longe, o maior produtor do Brasil. O curso dos rios, todavia, e a velocidade de suas águas, serão domados com barragens sucessivas, matas ciliares (tipo de vegetação que circunda os cursos de água) e as chamadas terras de esponja ou ilhas de contenção, técnicas já experimentadas em vários países com eficácia. A ciência é que vai descobrir quais os meios e métodos mais adequados a situação.

O Ex-Vice Presidente da República, Marco Marciel, quando governador de Pernambuco, implantou o sistema de barragem sucessivas e submersas, contendo as enchentes e a secura antecipada das águas do Pajeú, no sertão pernambucano, construindo uma grande barragem nas cabeceiras daquele que era um rio temporário, a barragem mãe, e uma série de barragens menores, que continham as cheias também debaixo do solo, com efeito esponjoso e reservatório, absorvendo-lhes os excessos e perenizando o rio, que, antes, secava sempre. O Riacho dos Navios, em Floresta, igualmente tornou-se perene beneficiário dos agricultores e criadores de gado.

No Rio Grande do Sul, as estações de tratamento d’água sujeitas a contaminação pelas enxurradas já estão sendo removidas para locais seguros. Em emergências como essa o amanhã começa hoje. Nas estradas, o exército improvisou passagens e travessias de rios para a população ilhada. Em breve a engenharia construirá pontes largas e arqueadas o bastante que permitam as torrentes caudalosas passarem livres por sob elas, sem forçar caminho ou derruba-las. Coragem e conhecimento para refazer o que foi desfeito, melhor e mais seguro do que antes, é o que não falta aos gaúchos, com o apoio e a solidariedade incondicional do povo brasileiro.

O governador do Rio Grande do Sul anunciou que em breve iniciará a construção de quatro cidades novas para acolher os desabrigados da atual tragédia onde só um dilúvio as atingiria. Grandes projetos econômicos alavancarão a prosperidade com tecnologia inovada recompondo a competitividade na corrida pelo desenvolvimento. A união desse povo, a esperança é a fé superam as adversidades por que passa e o impulsiona a vencer os obstáculos.

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José de Siqueira Silva é Coronel da reserva da PMPE
Mestre em Direito pela UFPE e Professor de Direito Penal

Contato: jsiqueirajr@yahoo.com.br
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20/05/2024 às 10:23

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