Impressiona. No Cabo de Santo Agostinho, o vereador Edson Henrique de Lima Almeida, o Sargento Almeida, publicou um vídeo em suas redes sociais que mostra um momento de tensão durante uma fiscalização.
Nas imagens, um homem que, segundo o próprio vereador, seria superintendente do Controle Urbano da gestão do prefeito Lula Cabral, aparece visivelmente alterado. Durante a abordagem, Almeida faz questionamentos sobre a obra, como a identificação do engenheiro responsável, a presença de placas informativas e outros pontos básicos. Em meio à discussão, o servidor reage de forma ríspida e chega a afirmar que o vereador estaria “conversando merda”. Dá para acreditar?
O episódio chama atenção não só pelo tom, mas também pelo contexto. O parlamentar faz oposição ao atual prefeito e, como é comum nesse cenário, utiliza esse tipo de agenda também para gerar conteúdo nas redes sociais, o famoso “render o bloco”, como se diz no meio jornalístico, para o deleite do seu público, que, assim como ele, não deve ser lá muito simpático à gestão.
Ainda assim, mesmo que o momento ou a forma da abordagem possam ser questionados, e talvez o melhor caminho fosse buscar o secretário responsável, sem pressionar quem está na ponta, nada justifica o tipo de resposta direcionada a um representante eleito.
Desde o início da gravação, o servidor já demonstrava desconforto com a presença do vereador. “Quer arrumar problema comigo?”, questiona em determinado momento. E aí fica a preocupação. Se há esse nível de descontrole diante de um vereador, como seria a postura diante de um cidadão comum?
A gestão precisa orientar melhor quem está nas ruas sobre como lidar com esse tipo de situação. Se não pode ou não deve falar, o caminho é simples, manter a distância e evitar o confronto.
Por outro lado, Almeida também poderia adotar um tom mais equilibrado ao fiscalizar. Há momentos em que o tom de deboche aparece e, na avaliação deste blog, é desnecessário.
Se ambos dizem atuar em defesa da população, o mínimo que se espera é um pouco mais de equilíbrio. Porque, no fim das contas, o cidadão do Cabo quer solução para os problemas, não briga que rende engajamento em rede social.
21/04/2026 às 18:17 – Por Andros Silva
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